Os Mitos e a Mitologia

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Na mitologia grega, Atena (ou Palas Atena) é a deusa da guerra e da sabedoria, além de outras habilidades (Fonte da imagem: Pinterest).

Mitos são histórias antiquíssimas, nascidas da tradição oral: bem antes que a escrita fosse inventada e que a maioria das pessoas soubesse ler e escrever, já eram contadas histórias sobre deuses, heróis e antepassados. Todas as civilizações antigas tiveram suas crenças e histórias sagradas. Em geral, quem fazia a narração dos mitos eram os sacerdotes ou líderes tibais, em cerimônias rituais, mágicas, ou encontros significativos entre os cidadãos de cada sociedade. Com o passar do tempo, várias dessas histórias foram se misturando a outras narrativas de povos vizinhos ou imigrantes. Ao se transformarem, surgiram às lendas e contos folclóricos, que quase sempre possuem elementos míticos.

Como na maioria das vezes eram as pessoas mais idosas que conheciam de cor os mitos e os contos folclóricos, grande parte dessas histórias foi-se perdendo no decorrer dos séculos, já que não eram registradas por escrito e às vezes os sábios e anciãos morriam sem ter transmitido sua sabedoria a um descendente. Outras narrativas, registradas em pergaminho, barro e mesmo pedra, desapareceram também por causa de guerras entre povos, com a destruição das cidades e incêndios. Um dos mais terríveis consumiu a famosa Biblioteca de Alexandria, no Egito, onde se diz que estavam reunidos papiros e pergaminhos contendo textos de vários povos da Antiguidade.

A reunião dos mitos de uma civilização ou cultura constitui a sua mitologia. Existem, portanto, a mitologia grega, a egípcia, a japonesa, e assim por diante […].

Os mitos mais conhecidos são os pertencentes à cultura greco-romana, pois o pensamento dos antigos gregos, ou helenos, foi incorporado pelo Império Romano e através da dominação de Roma essa mitologia se espalhou pela Europa, Ásia e África, permeou o pensamento e a literatura europeus, e tem influência até hoje. Mas não são menos importantes os mitos da Babilônia, do Egito, de Israel, da Pérsia, ou os criados pelos povos celtas e nórdicos, na Europa. Sem esquecer os povos orientais – China, Japão, Tibete, Índia – e das populações da África, da Oceania e das Américas. Civilizações pré-colombianas, como as dos astecas, maias, incas, povos nativos norte-americanos e indígenas brasileiros estão também repletas de mitos e lendas, que contam histórias fascinantes e mágicas.  Continuar lendo “Os Mitos e a Mitologia”

Glossário da Mitologia Celta

Callanish Stones
Círculo de pedras de Callanish, Escócia.

Ao ler sobre os celtas, nos deparamos com várias palavras ou termos que não conhecemos. Este glossário reúne alguns dos termos principais para compreender a cultura celta.

Celtas: fazendeiros-guerreiros, originários da Europa Central, que se espalharam pela Europa Ocidental, chegando à Grã-Bretanha e  à Irlanda, durante o período pré-romano.

Círculos de pedras: um grupo de pedras erguidas neolíticas em que as pedras monumentais eram dispostas em um círculo. São consideradas lugares sagrados pelos irlandeses.

Dólmenes: estruturas megalíticas do Neolítico que consistem em duas ou mais rochas na vertical cobertas por uma rocha superior, tipicamente formando uma câmara única. Os dólmenes eram originalmente cobertos com um monte de terra e provavelmente foram usados como tumbas.  Continuar lendo “Glossário da Mitologia Celta”

Maçonaria – Uma fortaleza inviolável

Quando falamos de sociedades secretas, a maçonaria é citada com frequência como a organização mais emblemática dessa categoria. Nenhuma outra parece ter suscitado tantas controvérsias. Desde a sua criação, no século XVIII, é acusada de tudo o que se pode imaginar: de ser cripitocatólica e criptoprotestante, anticatólica e antiprotestante, judia e antissemita, demoníaca e teísta, comunista e capitalista, sectária e libertária, secreta e falsamente transparente…

Conhecida por todos, esta poderosa organização guarda o segredo de sua influência secular sob o silêncio de seus membros

Por Luc Nefontaine*

Símbolos maçônicos. Fonte: Printerest.
Símbolos maçônicos. Fonte: Pinterest.

Quando falamos de sociedades secretas, a maçonaria é citada com frequência como a organização mais emblemática dessa categoria. Nenhuma outra parece ter suscitado tantas controvérsias. Desde a sua criação, no século XVIII, é acusada de tudo o que se pode imaginar: de ser cripitocatólica e criptoprotestante, anticatólica e antiprotestante, judia e antissemita, demoníaca e teísta, comunista e capitalista, sectária e libertária, secreta e falsamente transparente…

Diferentemente do que se pensa o senso comum, essa organização sempre teve sua existência formalmente conhecida e reconhecida e, logo que surgiu, declarou fidelidade ao poder
estabelecido. Ao mesmo tempo, suas lojas imediatamente reivindicaram o direito de se constituir de forma livre e
autônoma, o que gerou perseguições e transtornos com a polícia. Embora os locais de reuniões fossem perfeitamente conhecidos pelas forças da ordem, a alegação principal para tal repressão era justamente que os maçons se reuniam em segredo.

Na realidade, o juramento de nada revelar o que é dito nesses encontros é o que inquieta e assusta. Diante das acusações e perseguições, os maçons repetem que não são uma sociedade secreta, mas sim discreta; que seu segredo é inviolável apenas porque não pode ser comunicado; que a não revelação da filiação do outro é sinônimo de preservação da esfera privada para se protegerem de qualquer retaliação externa, em particular no meio profissional; que a prática do sigilo é preciosa em momentos de ressurgimentos de totalitarismos, sempre prontos a persegui-los; por fim , que a ocultação é a garantia de liberdade total de expressão dentro dos limites do templo.

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