Artigo | Na Índia, maior lavanderia a céu aberto do mundo opõe “intocáveis” e modernidade

Sandro Fernandes | Mumbai – 17/01/2013 – 18h16

Na Mahalaxmi Dhobi Ghat, pelo menos 500 mil roupas são lavadas todos os dias, em 826 pequenos tanques

Indianos trabalham na maior lavanderia a céu aberto do mundo, a Mahalaxmi Dhobi Ghat, localizada em Mumbai. Foto: Sandro Fernandes/Opera Mundi.

Homens sem camisa usando sarongues, centenas de tanques de água e milhares de peças de roupa. Esta é a primeira visão que se tem desde uma ponte que dá acesso a Mahalaxmi Dhobi Ghat, a maior lavanderia a céu aberto do planeta. O dia ainda nem amanheceu em Mumbai, a cidade mais populosa da Índia, mas para cinco mil indianos a jornada começou cedo. Alguns estão no local desde as 3 da manhã.

O barulho das gotas que caem das roupas secando, as conversas paralelas e até mesmo o trânsito desta metrópole são abafados pelo ruído das camisas e lençóis sendo literalmente lançados contra as muretas dos tanques de água. É ali que pelo menos 500 mil roupas são lavadas todos os dias, em 826 pequenos tanques que se assemelham a minúsculas piscinas ou caixas d’águas de concreto.  Continuar lendo “Artigo | Na Índia, maior lavanderia a céu aberto do mundo opõe “intocáveis” e modernidade”

Os Mitos e a Mitologia

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Na mitologia grega, Atena (ou Palas Atena) é a deusa da guerra e da sabedoria, além de outras habilidades (Fonte da imagem: Pinterest).

Mitos são histórias antiquíssimas, nascidas da tradição oral: bem antes que a escrita fosse inventada e que a maioria das pessoas soubesse ler e escrever, já eram contadas histórias sobre deuses, heróis e antepassados. Todas as civilizações antigas tiveram suas crenças e histórias sagradas. Em geral, quem fazia a narração dos mitos eram os sacerdotes ou líderes tibais, em cerimônias rituais, mágicas, ou encontros significativos entre os cidadãos de cada sociedade. Com o passar do tempo, várias dessas histórias foram se misturando a outras narrativas de povos vizinhos ou imigrantes. Ao se transformarem, surgiram às lendas e contos folclóricos, que quase sempre possuem elementos míticos.

Como na maioria das vezes eram as pessoas mais idosas que conheciam de cor os mitos e os contos folclóricos, grande parte dessas histórias foi-se perdendo no decorrer dos séculos, já que não eram registradas por escrito e às vezes os sábios e anciãos morriam sem ter transmitido sua sabedoria a um descendente. Outras narrativas, registradas em pergaminho, barro e mesmo pedra, desapareceram também por causa de guerras entre povos, com a destruição das cidades e incêndios. Um dos mais terríveis consumiu a famosa Biblioteca de Alexandria, no Egito, onde se diz que estavam reunidos papiros e pergaminhos contendo textos de vários povos da Antiguidade.

A reunião dos mitos de uma civilização ou cultura constitui a sua mitologia. Existem, portanto, a mitologia grega, a egípcia, a japonesa, e assim por diante […].

Os mitos mais conhecidos são os pertencentes à cultura greco-romana, pois o pensamento dos antigos gregos, ou helenos, foi incorporado pelo Império Romano e através da dominação de Roma essa mitologia se espalhou pela Europa, Ásia e África, permeou o pensamento e a literatura europeus, e tem influência até hoje. Mas não são menos importantes os mitos da Babilônia, do Egito, de Israel, da Pérsia, ou os criados pelos povos celtas e nórdicos, na Europa. Sem esquecer os povos orientais – China, Japão, Tibete, Índia – e das populações da África, da Oceania e das Américas. Civilizações pré-colombianas, como as dos astecas, maias, incas, povos nativos norte-americanos e indígenas brasileiros estão também repletas de mitos e lendas, que contam histórias fascinantes e mágicas.  Continuar lendo “Os Mitos e a Mitologia”

Maçonaria – Uma fortaleza inviolável

Quando falamos de sociedades secretas, a maçonaria é citada com frequência como a organização mais emblemática dessa categoria. Nenhuma outra parece ter suscitado tantas controvérsias. Desde a sua criação, no século XVIII, é acusada de tudo o que se pode imaginar: de ser cripitocatólica e criptoprotestante, anticatólica e antiprotestante, judia e antissemita, demoníaca e teísta, comunista e capitalista, sectária e libertária, secreta e falsamente transparente…

Conhecida por todos, esta poderosa organização guarda o segredo de sua influência secular sob o silêncio de seus membros

Por Luc Nefontaine*

Símbolos maçônicos. Fonte: Printerest.
Símbolos maçônicos. Fonte: Pinterest.

Quando falamos de sociedades secretas, a maçonaria é citada com frequência como a organização mais emblemática dessa categoria. Nenhuma outra parece ter suscitado tantas controvérsias. Desde a sua criação, no século XVIII, é acusada de tudo o que se pode imaginar: de ser cripitocatólica e criptoprotestante, anticatólica e antiprotestante, judia e antissemita, demoníaca e teísta, comunista e capitalista, sectária e libertária, secreta e falsamente transparente…

Diferentemente do que se pensa o senso comum, essa organização sempre teve sua existência formalmente conhecida e reconhecida e, logo que surgiu, declarou fidelidade ao poder
estabelecido. Ao mesmo tempo, suas lojas imediatamente reivindicaram o direito de se constituir de forma livre e
autônoma, o que gerou perseguições e transtornos com a polícia. Embora os locais de reuniões fossem perfeitamente conhecidos pelas forças da ordem, a alegação principal para tal repressão era justamente que os maçons se reuniam em segredo.

Na realidade, o juramento de nada revelar o que é dito nesses encontros é o que inquieta e assusta. Diante das acusações e perseguições, os maçons repetem que não são uma sociedade secreta, mas sim discreta; que seu segredo é inviolável apenas porque não pode ser comunicado; que a não revelação da filiação do outro é sinônimo de preservação da esfera privada para se protegerem de qualquer retaliação externa, em particular no meio profissional; que a prática do sigilo é preciosa em momentos de ressurgimentos de totalitarismos, sempre prontos a persegui-los; por fim , que a ocultação é a garantia de liberdade total de expressão dentro dos limites do templo.

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