O islã

  1. O que significa a palavra Islã?

O Islã teve origem na Arábia, região localizada à sudoeste do continente asiático. A palavra árabe islam significa “submissão”. É um significado forte e podemos perceber algo que é essencial nessa religião: o homem deve se entregar a Deus e se submeter à Sua vontade em todas as áreas da vida. Essa é a condição para ser muçulmano (assim é chamado o seguidor do Islã).

A doutrina dessa religião se baseia no Corão ou Alcorão (“recitação”), o livro sagrado dos muçulmanos. Além do livro sagrado, há a Suna, que reúne textos sobre a vida de Maomé (Muhammad), considerado pelos muçulmanos o último profeta enviado por Alá (palavra árabe que significa “Deus”).

  1. Alá se revela a Maomé

Maomé nasceu na cidade de Meca, na Arábia, em 570, importante centro comercial e religioso da Arábia. Além disso, era também um dos centros religiosos da Arábia. As tribos nômades que viviam próximas à cidade já consideravam sagrada a Pedra Negra de Meca, que recebia peregrinações bem antes da época de Maomé. Era lá também que se situava a Caaba (“o Cubo”), um santuário sagrado.

Por morar em Meca, Maomé teve contato com as religiões dos judeus e dos cristãos. Ambas influenciaram muito o profeta.

Todo ano, no mês do Ramadã, Maomé fazia um retiro espiritual. Num desses retiros, no ano de 610, ele teria recebido mensagens (“revelações”) do anjo Gabriel. A partir de então, passa a divulgar a sua doutrina, que condenava a adoração de ídolos e imagens e afirmava a existência de um único Deus. Essas revelações estão contidas no Corão.

Antes de morrer, em 632, Maomé tinha conseguido unir as tribos e transformá-las num só domínio, onde a religião se tornou mais importante que os antigos laços familiares e tribais.

Segundo o Corão, “não deve haver coerção em matéria de fé”. Ou seja, a conversão no Islã não deve ser imposta. Isso fez com que os muçulmanos adotassem uma postura de tolerância com os povos dominados, deixando com que eles mantivessem costumes, propriedades e práticas religiosas, em troca do pagamento de impostos. Isso contribuiu na consolidação da hegemonia do Islã.

  1. As obrigações religiosas: os cinco pilares

Os ensinamentos do Corão, que junto com a Suna fornecem a base dos cinco pilares do Islã, apresentam a religião muçulmana como a conclusão e o aperfeiçoamento do judaísmo e do cristianismo.

3.1. Profissão de fé: todo muçulmano deve fazer o testemunho oral de que “não há outro Deus senão Alá, e Maomé é seu Profeta”. A conversão de um novo fiel acontece quando ele diz essas palavras na presença de um imã (sacerdote).

3.2. Oração: praticada cinco vezes ao dia, é o principal ato de adoração do muçulmano e é obrigatória no Islã. Elas podem ser ditas em qualquer lugar, desde que os seus gestos estejam sempre dirigidos para Meca. A maioria das orações islâmicas são fórmulas fixas. Embora exista também a oração espontânea, na qual o fiel pode se dirigir a Deus para falar de algo pessoal, a oração ritual deve ser dita em primeiro lugar. Ela consiste sobretudo em louvores a Deus.

3.3. Doação: todo muçulmano deve destinar uma parte dos seus ganhos (2,5%) para os mais necessitados. A doação “purifica” os bens do muçulmano e também contribui para a solidariedade entre os fiéis. O objetivo é diminuir as desigualdades entre ricos e pobres, sem interferir no princípio da propriedade privada.

3.4. Jejum: acontece durante o mês do Ramadã. Durante o jejum, é proibido comer durante o dia por um mês inteiro. É um período de grande religiosidade para os muçulmanos e simboliza o retiro que cada muçulmano deveria fazer, como fez Maomé.

6.5. Peregrinação a Meca: todo muçulmano adulto que disponha de meios para realizar uma peregrinação a Meca deve fazê-lo pelo menos uma vez na vida. Ali se encontra o santuário sagrado mais antigo do islã, a Caaba. Para os muçulmanos, Meca e a Caaba são o centro do mundo. Não só os fiéis se voltam para Meca quando oram; também as mesquitas são construídas com o eixo mais longo apontando para lá. Quando os peregrinos se aproximam de Meca, passam a usar vestes brancas.