Fórum de discussão | Tema: Cristianismo

Justiniano e sua comitiva, do Grande ciclo de mosaicos na Igreja de San Vítale, Ravena.

O tema deste fórum é o cristianismo. A religião cristã surgiu ao longo no século I d. C., na Palestina, região que naquele momento estava sob o domínio do Império Romano. Antes de se afirmar como uma religião, o cristianismo era visto como uma facção judaica, sendo perseguida dentro do Império Romano durante os quatro primeiros séculos. Isso acontece por conta de alguns motivos. Um deles era porque o cristianismo, por ser uma religião monoteísta, não permitia o culto ao imperador, considerado um deus para os romanos. Não só os cristãos foram perseguidos, mas também os judeus. Estes, principalmente por não aceitarem a dominação política e devido às altas taxas de impostos cobrados. A situação dos judeus se agrava quando eles organizam uma Revolta Nacionalista Judaica, que culmina na expulsão dos judeus (diásporas) e a destruição de Jerusalém, em 70 d. C. 

No ano 313, o imperador Constantino assina o Édito de Milão, um documento que dava liberdade de culto a qualquer religião no império. Esse ato abre caminho para que em 391-92, o então imperador Teodósio instaure o cristianismo como a religião oficial do Império Romano. É neste pano de fundo, o final do século IV, que se situa o filme Alexandria. O longa mostra a história da filósofa Hipátia, num mundo em que a mulher era vista à margem da sociedade e dotada de poucos direitos, ao mesmo tempo em que aborda a convivência conflituosa de três religiões e culturas diferentes: o cristianismo, que passou de religião perseguida à perseguidora; o judaísmo e o paganismo greco-romano. É importante ter em mente que os filmes, por mais que sejam baseados em fatos reais, são ficção e, portanto, mostram a visão do diretor e dos roteiristas sobre determinados acontecimentos.

Leiam a sinopse do filme e assistam aos vídeos abaixo. Escolham uma das cenas e postem no blog um comentário articulando a cena escolhida a algum dos temas trabalhados em sala de aula ou a algum dos seguintes textos:

Não esqueçam de colocar o nome e a turma no comentário.

Clique aqui para assistir às cenas do filme.

Trailer do filme:

Para quem se interessar, clique aqui para assistir à crítica do filme e aqui para ler a resenha de Alexandria.

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16 comentários em “Fórum de discussão | Tema: Cristianismo

  1. Turma : 3002
    Nome : Bianca Saboía , Evilyn Lima e Fernanda Barreto
    Cristianismo é uma religião abraâmica monoteísta centrada na vida e nos ensinamentos de Jesus de Nazaré, tais como são apresentados no Novo Testamento.A fé cristã acredita essencialmente em Jesus como o Cristo, Filho de Deus, Salvador e Senhor.

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  2. Ótimo filme. Mas é necessário questionar qual a intenção do diretor e a proposto do filme, principalmente a cena onde o líder religioso (Padre, Bispo, etc) lê as escrituras para difamar a Eparquia. É preciso ter cuidado para não julgar um livro pela capa.

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    1. Olá, Filipe.
      De fato, o filme é uma visão do diretor sobre aqueles acontecimentos. Na cena que você citou, o Bispo Cirilo faz uma leitura sobre uma passagem que fala sobre a submissão da mulher. O filmes mostra que Hipátia era muito próxima de Orestes, prefeito de Alexandria, que a consultava frequentemente e lhe pedia conselhos. A intenção de Cirilo, no filme, é diminuir a influência de Hipátia sobre Orestes. Sem dúvida, esta é uma das cenas que promove a condenação de Hipátia pelos parabolanos ao final do filme.

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  3. A história contada, segundo o cineasta, retrata as escolhas de uma mulher que tem o pensamento diferente do que é imposto naquela época. Não seguidora de uma religão, Hipatia luta por seus ideais serem aceitos e compreendidos na sociedade. Na cena em que ela diz “Se não fizerem nada agora, continuarão fazendo a mesma coisa até não restar ninguém na cidade”, onde afirma que não é matando pessoas que resolveria as distintas crenças, permaneceu com sua opinião até sua morte.
    Ciep 323 Maria Werneck de Castro
    Érika Fiuza e Hanielly Rodrigues – turma 3002

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  4. Hipátia tem entre seus alunos Orestes, que a ama, sem ser correspondido, e Sinésio, adepto do cristianismo. Seu escravo Davus também a ama, secretamente. Hipátia não deseja casar-se, mas se dedica unicamente ao estudo, à filosofia, matemática, astronomia, e sua principal preocupação, no relato do filme, é com o movimento da terra em torno do sol.
    nomes: Ellen cristina perreira dos santos e gleidiane da silva felipe

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  5. A frase ”Uma mulher, uma lenda, a frente de seu tempo”
    A Filosofa Hipátia não era a favor do que esses religiosos praticavam, então resolveu lutar a favor dos seus direitos, cultura e livre expressão. Lutava pela defesa fervorosa ao livre pensamento, seus ensinamentos Neoplatônicos, sua observação de que o universo era regido pela leis.

    Turma:3002
    Nome:Jacqueline Paixão e Janssen da Silva

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  6. A cena que gostaria de destacar é a parte de quando a mulher é apedrejada. A mulher em geral é vista pela sociedade com poucos direitos, não é como hoje em dia que conseguimos espaço e aos poucos conquistamos igualdade. Mulher não é esse sexo frágil como se diz, muito menos um ser indusente ao pecado. O homem, em geral os seres humanos, são frágeis por si só e ambos os sexos estão sujeitos ao pecado. Todas mulheres deveriam ter espaço para que dê sua opinião. No filme pelo que pude notar haviam conflitos, mas como na aula passada foi passado que haviam um conflito entre três religiões e culturas diferentes nos quais seriam o cristianismo, que antes era perseguida começaram a perseguir, o judaísmo e o paganismo greco-romano. Assim tornando algo frequente guerras e conflitos. Mas voltando a cena do filme, ela quer tentar fazer com que a sociedade não se extingua por essas guerras, pois devido a elas homens matarão homens e assim sendo capaz de se extiguirem todos os seres humanos da Terra. Aluna : Kelly Pietra Kreva Borges
    Italo Roberto Araújo Silva

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    1. Kelly e Ítalo,
      Interessante articulação entre a cena e o direito feminino. Hipátia conseguiu conquistar uma posição que dificilmente uma mulher de seu tempo conseguiria: ela pôde estudar, era professora, filosofa, matemática… Infelizmente, além de ter morrido de uma forma tão trágica, seus escritos não foram preservados. Apenas correspondências entre ela e um ex-aluno.

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  7. Nomes: Tauane Alves e Thaís Gomes
    Turma:203
    Cena > A condenação de Alexandria e a prática de alguns cristãos.
    No nosso ponto de vista, foi injusto o que os cristãos fizeram com Alexandria já que eles pecaram da mesma forma que os Judeus pecarem em crucificar Jesus, Deus nos deu o livre arbítrio mesmo sabendo que muitos de nós poderíamos questionar a sua existência e preferir acreditar nas descobertas humanas.
    Se eles fossem mais focados em pregar o Cristianismo do que condenar a população que contradiz a religião deles, provavelmente eles seriam mais sensatos e teriam uma imagem melhor da prática de suas religiões.
    Jesus tinha piedade sobre a humanidade e nos ensinou a sermos piedosos com o próximo mesmo que as pessoas o negassem e negassem o seu pai (Deus).
    E sobre a religião não aceitar o culto ao Imperador, na Bíblia está escrito que devemos manter nossa fé somente em Deus e cultua-lo, porém diz que não podemos debater com as autoridades políticas.

    Paulo ensina em Romanos 13:1-2 que a autoridade do governo é estabelecida por Deus para manter a ordem no mundo. Quer no lar, na sociedade, os cristão devem reconhecer as autoridades, mesmo que nem sempre concordem com elas. A autoridade de Deus está por trás de todo governo, certo ou errado, mas também está “acima” de toda autoridade humana, não permitindo que o mal fique desenfreado para sempre.

    Se o governo se harmoniza com a lei de Deus, então os cristão estão certos em lhe obedecer. No entanto, se uma lei humana contraria os princípios de Deus, não é errado desobedecer. Porém, mesmo que resistam naquelas áreas em que o governo ultrapassa os seus limites (Atos 5:29), os cristão ainda assim devem reconhecer a autoridade do governo em suas outras funções. Desse modo, podem obedecer a Deus de consciência limpa.

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    1. Tauane e Thaís,
      Interessantes observações. Nessas sociedades, o poder do líder (rei, imperador etc.) tinha que ser legitimado por alguma autoridade divina. E isso acabava dando margem para outras práticas, como o culto ao imperador, que era visto por eles como uma pessoa divina. Além do culto ao imperador, eles também cultuavam (a deusa) Roma.

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  8. A última cena em que Hipátia foi morta apedrejada por Parabolanos (uma irmandade cristã), por ser filósofa e não crer em Deus. Foi considerada bruxa.
    Hipátia era professora de matemática e filosofia. Pessoas de todos os lugares do mundo a procuravam para ouvir suas palestras e adquirir um pouco de seu conhecimento.

    PROEMI 203

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  9. Bem, alguns trechos do Filme “Alexandria” são bem interessantes, entretanto ainda não tive oportunidade de assisti-lo por completo. Gostei bastante da primeira cena do filme em que há um debate entre cristãos e romanos sobre seus deuses pagãos, que não deveriam ser idolatrados, apenas Deus. Como prova, um dos cristãos andou sobre o fogo sem se queimar como prova que seu Deus é mais poderoso que imagens pagãs, logo em seguida jogou um líder da religião romana sobre o fogo fazendo ele se queimar. Achei intrigante, porque antes de andar sobre o fogo ele faz um sinal que é usado em práticas satânicas!

    Ana Carolina, Proemi 203

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    1. Olá, Ana.
      Nessas sociedades muito antigas, era comum as pessoas seguirem a mesma religião dos seus ancestrais. E romper esse ciclo, ou seja, mudar de religião, era a mesma coisa que dizer que os seus ancestrais adoravam a deuses falsos. Além disso, o paganismo foi a religião oficial dos romanos durante muito tempo. Os mais ricos (elite), em sua maioria, não viam o cristianismo de forma muito positiva. Só passam a ter conversões em massa dos mais ricos depois que o cristianismo vira religião oficial do Império Romano. Sobre o sinal que você disse que o ator fez, acredito que não tenha sido intencional. No filme, esse personagem é um cristão muito devoto e que é canonizado (vira santo) no final do filme. E na vida real, o ator é judeu israelense com ascendência árabe cristã. Então, acredito que não tenha sido proposital. Eu mesma não observei isso quando vi o filme. 🙂

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